Bulário Clínico Inteligente

Carproflex Comprimidos

Biogénesis Bagó Pet · Anti-inflamatório não esteroidal (AINE) · receita simples

Carproflex (Carprofeno) é um fármaco anti-inflamatório não esteróide (AINE) que age nas reações inflamatórias agudas e crônicas. O carprofeno exibe atividade analgésica e anti-inflamatória e é indicado para o tratamento da inflamação e dor aguda e crônica nos cães.

  • canino
  • oral

Indicações

Carproflex (Carprofeno) é um anti-inflamatório não esteroidal utilizado para controlar reações inflamatórias agudas e crônicas. É recomendado para o manejo da inflamação e dor aguda em cães.

Posologia

Administrar 2,2 mg/Kg de peso a cada 12 horas, ou 4,4mg/Kg de peso a cada 24 horas, por 7 dias. Para administração a cada 12 horas: Administrar 1 comprimido para cada 20 Kg de peso / 1/2 comprimido para cada 10 Kg de peso / 1/4 comprimido para cada 5 Kg de peso. Para administração a cada 24 horas: administrar 2 comprimidos para cada 20 Kg de peso / 1 comprimido para cada 10 Kg de peso / 1/2 comprimido para cada 5 Kg de peso / 1/4 comprimido para cada 2,5 Kg de peso.

Contraindicações

Animais que apresentem hipersensibilidade ao carprofeno; Não deve usado em animais com ulceração gastrointestinal ativa ou sangramento; Deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência hepática, cardíaca ou renal, distúrbios hemorrágicos e doença inflamatória intestinal; Usar com cuidado em animais desidratados, hipovolêmicos ou hipotensos, pois há um potencial risco aumentado de desenvolvimento de toxicidade renal; Não utilizar em animais com hipoproteinemia, pois o carprofeno é altamente ligado às proteínas plasmáticas e há risco de ocorrerem em maiores concentrações da droga livre; Não utilizar em animais com menos de 2 meses; Não utilizar em fêmeas gestantes ou lactantes.

Princípios ativos

Apresentações

Apresentação
Carproflex 44 mg, comprimido (1 blíster com 7 comprimidos)
Carproflex 44 mg, comprimido (1 blíster com 14 comprimidos)
Carproflex 44 mg, display hospitalar (10 blísters com 7 comprimidos cada, totalizando 70 comprimidos)

Restrições de idade/peso

Não utilizar em fêmeas gestantes ou lactantes.

Composição

Carprofeno; Excipiente

Farmacologia / Modo de ação

Como outros AINEs (Anti-inflamatórios Não Esteroides), o carprofeno possui propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antipiréticas, provavelmente devido à sua inibição da ciclooxigenase, fosfolipase A2 e síntese de prostaglandinas. O carprofeno demonstra ser mais seletivo para a COX-1 in vitro e em cães, aparentemente resultando em menos efeitos adversos relacionados à COX-1, como desconforto gastrointestinal, ulceração, inibição plaquetária e danos renais, em comparação com os agentes mais antigos que não são específicos para COX-2. No entanto, a especificidade em relação à COX-2 parece variar dependendo da espécie, da dose e do tecido. Em gatos, o carprofeno não parece ser tão seletivo para COX-2 quanto em cães.

Quando administrado por via oral em cães, o carprofeno apresenta uma biodisponibilidade de aproximadamente 90%. Os níveis máximos no sangue são alcançados entre 1 a 3 horas após a administração. A droga tem uma alta ligação às proteínas plasmáticas (99%) e um baixo volume de distribuição (0,12-0,22 L/kg). O carprofeno é extensivamente metabolizado no fígado, principalmente por meio de processos de glucuronidação e oxidação. Cerca de 70-80% da dose é eliminada nas fezes, enquanto 10-20% é eliminada na urina. Além disso, ocorre a reciclagem entero-hepática do fármaco. A meia-vida de eliminação do carprofeno em cães é de aproximadamente 8 horas, sendo a forma S do medicamento associada a uma meia-vida mais longa do que a forma R. Em cavalos, a meia-vida do carprofeno é relatada como sendo de 22 horas, enquanto em gatos, a média é de 20 horas, mas a variabilidade entre indivíduos é bastante alta em gatos (variando de 9 a 49 horas). É importante observar que a meia-vida não é necessariamente um bom preditor da duração do efeito, uma vez que a alta afinidade do fármaco às proteínas teciduais pode atuar como um reservatório no tecido inflamado.

Efeitos colaterais

  • A condução dos estudos de segurança, nas espécies-alvo, não apresentou efeitos adversos com o uso do produto.
  • Bibliografias apresentam que podem ser evidenciados efeitos gastrointestinais, tais como: desconforto gastrointestinal, vômitos, constipação, fezes moles, diarreia, inapetência, melena e hematêmese.
  • Geralmente esses sinais são leves e ocorrem em menos de 2% dos pacientes.
  • Raramente podem ocorrer efeitos hepáticos (toxicidade hepática aguda, elevação das enzimas, neurológicos (ataxia, desorientação, paralisia), urinários (hematúria, poliúria, polidipsia, adotemia), hematológicos (anemias, perdas sanguíneas, epistaxe), dermatológicos (prurido, alopecia, dermatite piotraumática), imunológicos ou hipersensibilidade (edema facial, urticária, eritema) e alterações comportamentais.
  • Estas reações são transitórias e tendem a desaparecer com a interrupção ou final do tratamento.
  • Caso o animal apresente qualquer reação adversa, suspenda o uso e procure um médico veterinário.

Interações

  • Anticoagulantes (por exemplo, heparina, varfarina, etc.) aumentam a chance de sangramento Aspirina e outros AINES pode aumentar o risco de toxicidade gastrointestinal (por exemplo, ulceração, sangramento, vômito, diarreia);
  • Corticosteroides podem aumentar o risco de toxicidade gastrointestinal (por exemplo, ulceração, sangramento, vômito, diarreia);
  • Drogas nefrotóxicas (por exemplo, furosemida, aminoglicosídeos, anfotericina B, etc. podem aumentar o risco de nefrotoxicidade Fenobarbital pode causar elevação nas enzimas hepáticas.

Armazenamento

Conservar em local fresco e seco, na embalagem original fechada à temperatura ambiente (15 a 30 °C), ao abrigo da luz solar, fora do alcance de crianças e animais domésticos.

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Informações oficiais

Responsável técnico: Dra. Beatriz Salustio Martins. CRMV-SP 40.952