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Cães e gatos idosos: quando reavaliar a dieta além do número na embalagem

Neste artigo 5 seções
  1. O que a AAHA diz sobre a nutrição do idoso
  2. Energia e músculo
  3. Digestibilidade em gatos idosos
  4. Quando reavaliar
  5. O que registrar
  6. Perguntas frequentes

"Sênior" no rótulo não decide nada sozinho. O que muda a dieta de um paciente idoso é o que a avaliação mostra: peso, condição corporal, massa muscular e doenças presentes.

O que a AAHA diz sobre a nutrição do idoso

As diretrizes de cuidados com idosos da AAHA (2023) apontam que animais idosos podem ter necessidades de energia e nutrientes em mudança e podem perder massa muscular ou peso por alterações próprias da idade ou por doença. A avaliação de ECC e ECM ajuda a distinguir envelhecimento normal de doença e a definir quando ajustar a nutrição.

A AAHA também afirma que a AAFCO não tem hoje diretrizes para nutrição de idosos. A orientação não pode, então, depender só de um selo no rótulo.

Energia e músculo

Segundo a AAHA, a necessidade de energia de manutenção em cães geralmente diminui ao longo da vida. Em gatos, diminui até cerca de 10 anos e depois pode aumentar, embora os dados sobre idade e energia em gatos variem muito. Cães tendem a perder massa magra e ganhar gordura, e a obesidade é mais comum em cães idosos.

A AAHA descreve sarcopenia e cita que idosos, em especial gatos, podem precisar de mais proteína para melhorar ou desacelerar a perda muscular. Caquexia é a perda de peso com perda excessiva de massa magra por doença grave ou crônica, como doença renal, cardíaca ou neoplasia.

Digestibilidade em gatos idosos

A AAHA relata que a digestibilidade de proteína e gordura pode estar reduzida em parte dos gatos idosos, o que pode contribuir para perda de peso e de músculo. O Manual Merck diz o mesmo e recomenda dieta com fontes de proteína e gordura de alta digestibilidade, com ajuste conforme a atividade e o peso.

Quando reavaliar

  • Mudança de peso, ECC ou ECM entre consultas.
  • Mudança de apetite ou de consumo.
  • Surgimento de doença crônica ou de tratamento que afete o apetite.
  • Dificuldade de mobilidade.
  • Dor oral ou dificuldade de mastigar.

Perda de peso e redução de apetite em idosos são sinais clínicos e pedem investigação, e não apenas troca de ração.

O que registrar

Peso, ECC e ECM em cada consulta, histórico alimentar completo, doenças e medicamentos em uso, o alimento adotado, o motivo da escolha e a data da reavaliação. A escolha de dieta para paciente com doença específica depende do diagnóstico.

Perguntas frequentes

Todo cão ou gato idoso precisa de ração sênior?

Não necessariamente. A AAHA lembra que a AAFCO não tem diretrizes para nutrição de idosos, e a avaliação individual orienta a decisão.

A necessidade de energia diminui com a idade?

Em cães, geralmente sim, segundo a AAHA. Em gatos, os dados variam e a necessidade pode voltar a aumentar depois dos 10 anos.

Por que avaliar o escore muscular?

Porque o ECM ajuda a identificar perda de massa muscular que o peso sozinho pode esconder, segundo as diretrizes da AAHA.

Idosos precisam de mais proteína?

A AAHA cita que idosos, em especial gatos, podem precisar de mais proteína para melhorar ou desacelerar a perda muscular. Isso depende de avaliação individual.

Perda de peso em idoso é normal?

Pode ocorrer por mudanças próprias da idade ou por doença. A AAHA pede avaliar ECC e ECM para diferenciar, e a investigação é clínica.

Fontes

Assuntos: idosos, sênior, geriatria, nutrição veterinária, escore muscular, cães, gatos