Sindolor
SINDOLOR® é indicado como analgésico para o tratamento da dor aguda pós-operatória em cães.
- Apresentações 2 apresentações
Indicações
SINDOLOR® é indicado para alívio da dor aguda após cirurgias em cães.
Posologia
SINDOLOR® deve ser administrado exclusivamente por via oral. A dose recomendada é de 25 mg/kg de dipirona sódica e 2 mg/kg de cloridrato de tramadol a cada 8 horas.
Contraindicações
SINDOLOR® não deve ser administrado a cães com hipersensibilidade ao tramadol, a qualquer outro opioide e à dipirona. Este produto não é indicado para fêmeas prenhes, lactantes nem a cães com menos de 12 meses de idade, pois ainda não foram realizados estudos com esses grupos. SINDOLOR® por conter tramadol, não deve ser usado em pacientes que estão em tratamento com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), por exemplo amitraz e selegilina, antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina, por exemplo fluoxetina, ou outros fármacos que reduzam o limiar convulsivo. Não é indicado o uso de fluoxetina em pacientes tratados com tramadol, pois a fluoxetina pode inibir o metabolismo do tramadol. SINDOLOR® por conter tramadol, não é indicado para cães epiléticos descompensados ou com aumento de pressão intracraniana, já que o tramadol pode reduzir o limiar convulsivo. Por conter dipirona em sua formulação, o uso de SINDOLOR® não é indicado para cães que apresentem histórico ou presença de discrasias sanguíneas. Deve-se ter cautela ao adminitrar em pacientes hepatopatas, nefropatas, cães em tratamento com fenilbutazona ou barbituratos, quinidina ou naloxona.
Princípios ativos
Apresentações
| Apresentação |
|---|
| 250/20 (10 comprimidos) |
| 750/60 (10 comprimidos) |
Restrições de idade/peso
Não é indicado a fêmeas prenhes e lactantes
Farmacologia / Modo de ação
SINDOLOR® é um produto que contém a associação de dois fármacos (dipirona sódica e cloridrato de tramadol) que atuam sinergicamente para proporcionar analgesia. O tramadol é um analgésico de ação central mista, por atuar como agonista do receptor opioide do tipo µ (mu) e inibir a recaptação de noradrenalina e serotonina nas vias inibitórias descendentes da dor. O tramadol necessita de ativação metabólica, realizada pelas enzimas hepáticas do citocromo P450 (CYP2D15). O O-desmetiltramadol (M1), relatado como o principal metabólito ativo do tramadol, é 200 vezes mais potente no receptor opioide do tipo µ (mu) do que o próprio tramadol. O M1(+) interage com receptores opioides, enquanto o M1(-) interage com receptores adrenérgicos, de modo a promover o efeito analgésico. A dipirona consiste em um pró-fármaco e é rapidamente hidrolisada em um metabólito principal, a 4-metil-amino-antipirina (MAA), responsável pelo efeito terapêutico no cão. A MAA é cerca de 50 vezes mais efetiva como inibidor da enzima COX-3 do que a dipirona.
A absorção do tramadol pelos cães, após administração por via oral (VO), é bastante rápida, o que resulta em tempo de concentração plasmática máxima (Tmax) médio de 1 hora para o tramadol e o M1. O tramadol é eliminado principalmente pela via hepática e parcialmente pela via renal (30% da dose), porém a principal via de eliminação dos seus metabólitos é a urina (90%), e uma pequena quantidade sofre eliminação biliar e fecal (10%). A dipirona é classificada como analgésico não opioide e antipirético, amplamente conhecida pela efetiva ação analgésica no tratamento da dor aguda em animais. Além disso, por ser um derivado da pirazolona, é classificada como anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Embora seja classificada como AINE, a dipirona apresenta discreta atividade anti-inflamatória e baixo potencial para causar nefrotoxicidade, ulceração gastrointestinal e alterações hematológicas. A dipirona atua no sistema nervoso periférico (SNP) e no sistema nervoso central (SNC), em diferentes níveis do processamento da informação dolorosa. Sabe-se que a dipirona realiza a inibição reversível no ciclo das enzimas ciclooxigenases (COXs). Ela exerce efeito inibitório mais potente sobre a ciclooxigenases do tipo 3 (COX-3) do que sobre a do tipo 1 (COX-1). Em cães, a biodisponibilidade oral da dipirona é de aproximadamente 95%, enquanto se verifica que, no sangue, cerca de 58% se ligam às proteínas plasmáticas. A dipirona proporciona analgesia após aproximadamente 15 minutos da administração. A meia-vida plasmática da dipirona em cães é de aproximadamente de 0,5 a 0,6 hora. A biotransformação ocorre no fígado, com duração entre 4 a 7 horas, e 70% são excretados na urina 24 horas após a administração. No caso do metabólito ativo MAA, a meia-vida relatada é de 4 a 5 horas, independentemente da via de administração.
Efeitos colaterais
Pode causar sonolência ou sedação excessiva, excitação, ansiedade e tremores, náusea, inapetência, salivação, constipação, êmese e diarréia.
Interações
Ciclosporina
Diminui a eficácia da ciclosporina Fluoxetina Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (amitriptilina, mirtazapina)
Aumenta o risco de convulsões e diminui a eficácia do tramadol Inibidores de MAOs Naloxona Ondasetrona
Diminui a eficácia analgésica do tramadol receptores alfa-adrenérgicos tipo 2 (xilazina, dexmedetomidina)
Informações para uso médico
Pode ocorrer sialorréia, hiporexia e êmese, além de alterações hematológicas. Elevação da fosfatase alcalina. Pode causar depressão respiratória, letargia, coma, convulsão, parada cardíaca e óbito.
Armazenamento
Conservar sempre o produto em sua embalagem original, fechada e em local seco, ao abrigo da luz e umidade. Não armazenar junto a produtos tóxicos.
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