MARBOX-LEISH
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Indicações
Indicado para a redução dos sintomas clínicos em cães com infecção natural por Leishmania infantum, apresentando Leishmaniose Visceral Canina de grau leve a moderado. O diagnóstico é realizado com base nos sinais clínicos típicos da doença e confirmado por testes parasitológicos, sorológicos e/ou moleculares.
Posologia
MARBOX-LEISH deve ser administrado diretamente por via oral por ingestão espontânea ou misturado à ração, carne ou qualquer outro alimento que agrade o animal. MARBOX-LEISH possui palatabilizante em sua formulação com o intuito de aumentar a aceitação espontânea do produto pelo animal, auxiliando o tutor no momento da administração oral. MARBOX-LEISH apresenta um sulco nos comprimidos, o que permite sua correta divisão em duas partes iguais, facilitando o ajuste da posologia de acordo com o peso do animal.
Contraindicações
A segurança da marbofloxacina não foi avaliada em fêmeas prenhes/lactantes e animais abaixo de 8 meses de idade; Recomenda-se administrar a marbofloxacina com cautela em animais com insuficiência renal e hepática grave. Nesses casos, é importante a valiação do risco/benefício por um médico-veterinário antes do início do tratamento; A marbofloxacina é raramente associada à excitação do sistema nervoso central, mas deve ser utilizada com cautela em animais com distúrbios neurológicos; É contraindicada para animais com hipersensibilidade conhecida à marbofloxacina.
Princípios ativos
Apresentações
| Apresentação |
|---|
| 20 mg, comprimido (30 un) 20mg, Comprimido (30) |
| 60 mg, comprimido (30 un) 60mg, Comprimido (30) |
Restrições de idade/peso
A segurança do uso em animais gestantes não foi estabelecida, sendo assim sua utilização é contra-indicada nessa situação.
Composição
Cada comprimido de MARBOX-LEISH 20 mg contém:
Marbofloxacina 20 mg Excipiente q.s.p. 133,3 mg
Cada comprimido de MARBOX-LEISH 60 mg contém:
Marbofloxacina 60 mg Excipiente q.s.p. 400 mg
Farmacologia / Modo de ação
O MARBOX-LEISH possui como princípio ativo a marbofloxacina, uma fluoroquinolona sintética de terceira geração, desenvolvida exclusivamente para uso veterinário, sendo amplamente difundida pelo organismo do cão após a administração. Os efeitos produzidos por essa molécula na Leishmania spp. não são totalmente conhecidos. No entanto, admite-se que atue de maneira semelhante à sua ação nas bactérias, através da inibição da atividade da enzima DNA girase e/ou topoisomerases envolvidas na replicação, transcrição e reparo do DNA cromossômico. A Leishmania spp. apresenta uma similaridade estrutural em relação as bactérias, o que a torna um parasito alvo para a ação da marbofloxacina. A marbofloxacina é capaz de aumentar a resistência dos macrófagos à infecção através do aumento da atividade anti-leishmania evidenciada pela produção marcante de TNF-a endógeno, necessário para a ativação da via de síntese de óxido nítrico e, consequentemente, eliminação das formas amastigotas. Dessa forma, a atividade da marbofloxacina pode regular e auxiliar o sistema imunológico direcionando-o para uma resposta imune protetora, porém, os mecanismos de ação moleculares ainda precisam ser mais estudados.
A marbofloxacina é bem absorvida pós administração oral, com biodisponibilidade aproximada de 100% em diversas espécies. É amplamente distribuída pelos tecidos, incluindo SNC, ossos e próstata. Em ratos e em cães as concentrações em tecidos tais como pulmão, fígado e rins encontradas foram superiores as plasmáticas. A concentração encontrada na próstata pode ser de 2 a 3 vezes superior a sérica. Em cães, a marbofloxacina é caracterizada por ser rapidamente absorvida após administração oral, obtendo a biodisponibilidade de 94%, e pico plasmático em aproximadamente 1,5 horas. É fracamente ligada a proteínas plasmáticas e volume de distribuição aparente é de 1,2 a 1,9L/kg. A meia-vida de eliminação fira em torno de 9 a 12 horas. A marbofloxacina é eliminada inalterada pela via urinária e biliar. Em cães 40% é eliminada pela via urinária, e apenas 15% da droga é metabolizada no fígado.
Efeitos colaterais
- Efeitos adversos de caráter transitório podem ser observados, tais como desordens do trato gastrointestinal (vômito, anorexia, diarreia), prostração e excitação;
- Podem ocorrer manifestações de hipersensibilidade em animais sensíveis a marbofloxacina;
- Caso ocorram reações adversas individuais persistentes ou de maior intensidade, o médico-veterinário deverá ser consultado.
Interações
Anticoagulantes
Efeito terapêutico aumentado dos Anticoagulantes, com risco de sangramento Ciclosporina
Nefrotoxicidade Cloranfenicol
Efeito terapêutico diminuído da Marbofloxacina Hidróxido de Alumínio
Efeito terapêutico diminuído da Marbofloxacina Hidróxido de Magnésio
Efeito terapêutico diminuído da Marbofloxacina Metilxantina
Neurotoxicidade Nitrofurantoína
Efeito terapêutico diminuído da Marbofloxacina Probenecida
Efeito terapêutico aumentado da Marbofloxacina Sucralfato
Efeito terapêutico diminuido da Marbofloxacina Teofilina
Efeito terapêutico aumentado da Teofilina
Recomendações
- Obedecer a dosagem e recomendações para uso do produto;
- O peso do animal deverá ser determinado antes e durante o tratamento, para ajuste de dose quando necessário;
- É importante certificar-se de que o animal ingira a dose completa do produto durante todo o tratamento;
- Não fumar ou alimentar-se durante o manuseio do produto;
- Lavar sempre as mãos após o manuseio de qualquer produto veterinário;
- Não armazenar perto de alimentos, bebidas, outros medicamentos, produtos de higiene pessoal ou doméstica;
- Não reutilizar as embalagens vazias e descartá-las conforme legislação vigente, para evitar a contaminação do meio ambiente.
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