Aurigen
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Indicações
Aurigen é um medicamento com ação antibacteriana, antifúngica e anti-inflamatória para uso em ouvido, indicado para o tratamento de otites agudas ou crônicas causadas por bactérias e/ou fungos em cães. Os agentes causadores sensíveis incluem: Bactérias - Staphylococcus aureus, Trueperella pyogenes, Proteus mirabilis, Proteus vulgaris, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus pyogenes, Escherichia coli. Fungos - Microsporum canis, Malassezia pachydermatis, Trichophyton rubrum, Trichophyton mentagrophytes, Candida albicans.
Posologia
Antes da aplicação do produto, recomendamos a limpeza total do ouvido externo, removendo todas as sujidades e corpos estranhos, utilizando um produto específico. Aurigen é um produto para uso tópico, e deve ser aplicado no canal auditivo externo, conforme orientação abaixo:
- Para cães com peso corporal de até 15 kg, deverão ser administradas 4 gotas do produto, 2 vezes ao dia (intervalos de 12 horas).
- Para cães com peso corporal de 15 kg ou mais, deverão ser aplicadas 8 gotas do produto, 2 vezes ao dia (intervalos de 12 horas).
Após a aplicação de Aurigen, deve-se massagear o local cuidadosamente para que haja uma boa distribuição do produto no ouvido externo.
Contraindicações
Contraindicações e limitações de uso:
- Não administrar em animais com histórico de hipersensibilidade aos componentes da formulação.
- Não utilizar o medicamento com data de validade vencida.
Precauções em animais:
- Obedecer ao modo de uso e dosagens preconizadas.
- A administração de Aurigen, a partir do sétimo dia de tratamento, deve ser supervisionada, pois o uso excessivo do produto pode retardar a cicatrização das lesões oriundas da otite.
- Utilizar com cautela em pacientes que apresentarem doença renal pré-existente, neonatos ou pacientes geriátricos, animais diabéticos e gestantes.
- Preparações de betametasona são geralmente bem toleradas, mas a possível supressão do sistema imune aumenta a susceptibilidade do paciente à infecção.
Precauções em humanos:
- Em caso de contato com os olhos ou pele, e ocorrência de irritação, lavar com água em abundância, se a irritação persistir consulte um médico, levando a embalagem completa do produto.
- Durante a utilização do produto, proteger-se com luvas de borracha (luva nitrílica). Não manusear o produto com as mãos desprotegidas. Após a aplicação do produto, remover as luvas e lavar bem as mãos.
Princípios ativos
Restrições de idade/peso
Utilizar com cautela em pacientes gestantes.
Composição
Cada 100 gramas contém: Gentamicina (Sulfato) 300 mg, Dipropionato de Betametasona 122 mg, Miconazol 1.000 mg, Excipiente q.s.p. 100 g
Farmacologia / Modo de ação
A gentamicina é um antimicrobiano constituinte da classe de compostos aminoglicosídeos que exercem a sua ação bacteriana pela ligação irreversível a uma ou mais proteínas receptoras na subunidade 30S do ribossomo bacteriano, interferindo em vários mecanismos de translação do RNA mensageiro causando a terminação prematura da cadeia ou provocando a incorporação de um aminoácido incorreto no produto proteico. Esta proteína defeituosa formada leva à morte celular. O miconazol é um composto azólico que exerce seu efeito antifúngico na membrana celular do fungo por inibir a síntese do ergosterol-esterol primário da membrana celular fúngica. A inibição de uma série de processos resulta na incapacidade de desmetilar os esteróis C14-metil e de reduzir a síntese do ergosterol. O mecanismo clássico de ação hormonal esteroide, dentre eles a betametasona, começa com a permeação na membrana do esteroide e ligação subsequente aos receptores citossólicos. Essas proteínas provavelmente se originam de núcleos, mas em seguida migram para o citossol quando os glicocorticoides estão presentes. Na ligação, uma proteína conhecida como proteína “de choque térmico” (hsp90) é liberada e pode desempenhar um papel nas ações do hormônio. O complexo hormônio-receptor é, então, transportado para o núcleo, onde se liga aos elementos de resposta glicocorticoides (ERG) em vários genes e alteram sua expressão. O hormônio facilita a ligação da proteína receptora ao DNA. Em determinados tecidos, outras proteínas também devem ligar-se ao gene para permitir a expressão dos ERG particulares. A maioria das ações mediadas nuclearmente possui um início de efeitos farmacológicos dos esteroides, requerendo no mínimo várias horas para ocorrer. Os efeitos anti-inflamatórios são mediados por ligação direta do glicocorticoide ou do complexo glicocorticoide-receptor aos ERG na região promotora dos genes, ou por uma interação desse complexo com outros fatores de transcrição. Os glicocorticoides inibem muitas moléculas associadas à inflamação, como as citocinas, quimicinas, metabólitos do ácido araquidônico e moléculas de aderência.
Quando os antibióticos são usados topicamente na terapia otológica, as concentrações atingidas no canal auditivo são maiores que na terapia sistêmica, frequentemente uma bactéria considerada resistente, pode ser sensível a estas altas concentrações. A eficácia de gentamicina, assim como qualquer combinação de antibióticos contendo aminoglicosídeo aplicada no canal auditivo, será maior após a limpeza da área acometida, eliminando-se o exsudato antes da aplicação. O miconazol é mais comumente usado por via tópica e, raramente por via intravenosa, sendo esta via restrita pra o tratamento de infecções sistêmicas graves. A via parenteral apresenta ainda como desvantagem o curto tempo de meia-vida plasmática devendo ser administrado a cada 8 horas. Os corticoides podem ser bem absorvidos em sítios locais de aplicação. A via tópica é útil em determinadas situações em que há necessidade obter altas concentrações de corticoides em uma área restrita, com o mínimo de efeitos colaterais. Entretanto, quando administrado no canal auditivo, pode ser absorvido em quantidade suficiente pra causar efeitos sistêmicos, de modo que tratamentos longos com essa droga devem ser considerados com cautela.
Efeitos colaterais
Não são esperadas reações adversas com o uso do produto quando administrado conforme as indicações previstas em bula. Entretanto, conforme apontam relatos de literatura, reações de sensibilidade individual podem eventualmente ocorrer.
Interações
- A gentamicina é inativada pela administração concomitante de carbenicilina.
- Não administrar o produto concomitantemente com relaxantes músculo-esqueléticos, pois aumenta a possibilidade de bloqueio neuromuscular.
- Pode haver um efeito sinérgico da gentamicina com antibióticos beta-lactâmicos.
- Potencialmente, os cefalosporínicos (cefaloridine e cefalotina) podem causar neurotoxicidade adicional quando utilizado junto à gentamicina.
- A utilização de diuréticos e gentamicina pode aumentar o seu potencial nefrotóxico e ototóxico.
- O uso de gentamicina concomitantemente a anestésicos gerais ou agentes bloqueadores neuromusculares podem potencializar o bloqueio neuromuscular.
- A combinação de anfotericina e miconazol parece ser menos efetiva do que quando usados separadamente.
- O miconazol aumenta a atividade de clomipramina, carbamazepina e fenitoína.
- A inibição causada pelos azóis no sistema microssomal hepático de enzimas pode levar ao aumento de concentrações de drogas como ciclosporina, digoxina, fenitoína, quinidina, sulfonil-ureia, midazolam, cisaprida e warfarin quando estas drogas são co-administradas.
- Fenitoína, fenobarbital e rifampicina aumentam o metabolismo de glicocorticoides.
- Pode ocorrer hipocalemia quando glicocorticoides são administrados junto a anfotericina B ou diuréticos que causam perda de potássio.
- Quando os glicocorticóides são utilizados junto à terapia com digitálicos há um aumento no risco da toxicidade digitálica na presença de hipocalemia.
- A administração concomitante de glicocorticoides e ciclosporina leva a diminuição no metabolismo de ambas as drogas.
- Os glicocorticoides reduzem o metabolismo hepático da ciclosfosfamida.
- O uso de glicocorticoides com drogas que induzem ulceração gastrointestinal pode aumentar o risco desse efeito adverso.
- Estrógenos podem potencializar os efeitos dos glicocorticóides.
- Anfotericina B Aumento da ototoxicidade Carbenicilina Inativação da Gentamicina A gentamicina é inativada pela administração concomitante de carbenicilina.
- Furosemida Aumento da nefrotoxicidade Relaxantes neuromusculares Efeito terapêutico aumentado dos Relaxantes Neuromusculares Não administrar o produto concomitantemente com relaxantes músculo-esqueléticos, pois aumenta a possibilidade de bloqueio neuromuscular.
Precauções
- A administração a partir do sétimo dia de tratamento deve ser supervisionada, pois o uso excessivo pode retardar a cicatrização das lesões oriundas da otite.
- Utilizar com cautela em pacientes com doença renal pré-existente, neonatos, pacientes geriátricos, animais diabéticos e gestantes.
- Betametasona pode aumentar a susceptibilidade à infecção.
- Em caso de contato com olhos ou pele em humanos, lavar com água em abundância e procurar atendimento médico se necessário.
- Utilizar luvas durante o manuseio.
- Não reutilizar embalagens.
- Restos e embalagens devem ser descartados conforme legislação para evitar contaminação ambiental.
Recomendações
Obedecer ao modo de uso e dosagens preconizadas. Não utilizar o medicamento com a data de validade vencida
Armazenamento
Conservar o produto na embalagem original, em local seco e fresco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.
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