Você pede, está feito

Trissulfin Suspensão

Ourofino · Antibacteriano · receita simples

  • canino
  • oral
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Indicações

Utilizado no tratamento de infecções causadas por bactérias, incluindo colibacilose, infecções do trato respiratório, infecções do trato urinário, erlichiose em cães, pododermatite, diarreias, feridas infectadas e cuidados pós-operatórios, mastite, nocardiose e salmonelose.

Contraindicações

Animais com grave disfunção hepática ou renal, animais com histórico de hipersensibilidade à sulfametoxazol ou trimetoprim.

Princípios ativos

Farmacologia / Modo de ação

As sulfonamidas são um análogo estrutural do ácido p-aminobenzóico (PABA), uma substância essencial para síntese do ácido fólico, o qual, por sua vez. Quando em sua forma reduzida, é fundamental para síntese do DNA e RNA bacteriano. Elas atuam como antimetabólito. A viabilidade clínica das sulfonamidas deve-se à sua toxicidade seletiva, não causando efeito tóxico para o hospedeiro. Como se trata de antagonismo competitivo entre as sulfas e o PABA, a alta concentração de um deles desloca o outro (GÓRNIAK, 2006). O trimetoprim é um antibiótico que pertence à classe das diaminopirimidinas. Ele exerce sua atividade bacteriostática inibindo a enzima diidrofolato redutase, que é essencial para a síntese de ácido fólico nas bactérias. O ácido fólico é necessário para a síntese de nucleotídeos e, consequentemente, para a síntese de DNA e RNA bacterianos. Ao inibir a diidrofolato redutase, o trimetoprim impede a produção de ácido fólico nas bactérias, interrompendo assim seu crescimento e reprodução. Dessa forma, o trimetoprim é eficaz contra uma variedade de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. O trimetoprim é frequentemente combinado com sulfonamidas para formar a combinação trimetoprim-sulfonamida (co-trimoxazol). Essa combinação é sinérgica, ou seja, os efeitos antimicrobianos dos dois medicamentos se potencializam, aumentando sua eficácia contra um espectro mais amplo de bactérias. A farmacodinâmica do trimetoprim em uso veterinário é semelhante à sua ação em humanos. Ele age especificamente nas bactérias, não afetando as células do hospedeiro. No entanto, é importante lembrar que a atividade antimicrobiana do trimetoprim pode variar dependendo da espécie bacteriana, da concentração do medicamento, da sensibilidade da bactéria e de outros fatores relacionados à infecção.

As sulfas são, na maioria das vezes, absorvidas via oral. Atingem concentrações terapêuticas em quase todos os tecidos corpóreos, pois são muito lipossolúveis. Ligam-se a proteínas plasmáticas de forma variável (ANDRADE, 2008). Não atuam em locais ricos em PABA como as infecções piogênicas, ou tecidos necróticos contendo sangue. Distribuem-se amplamente por todos os tecidos do organismo, atravessam a barreira hematoencefálica e placentária. São biotransformadas no fígado e a eliminação se faz por via renal. Algumas sulfas podem ainda ser eliminadas através da saliva, suor e leite (GÓRNIAK, 2006). A farmacocinética do trimetoprim em uso veterinário pode variar dependendo da espécie animal e da formulação específica do medicamento. O trimetoprim pode ser administrado por via oral ou parenteral (injeção). Quando administrado por via oral, ele é bem absorvido no trato gastrointestinal, atingindo rapidamente a corrente sanguínea. A presença de alimentos no estômago pode afetar a absorção do trimetoprim. Após ser absorvido, o trimetoprim é amplamente distribuído pelos tecidos e fluidos corporais. Ele penetra bem nos tecidos inflamados e atravessa a barreira hematoencefálica, alcançando o sistema nervoso central. A ligação às proteínas plasmáticas é moderada, o que permite que o trimetoprim esteja disponível para exercer sua atividade antimicrobiana. O trimetoprim passa por um metabolismo mínimo no organismo animal. A maior parte do medicamento é eliminada na forma inalterada. A eliminação do trimetoprim ocorre principalmente por via renal. Ele é excretado na urina na forma de droga inalterada e metabolitos inativos. A meia-vida de eliminação do trimetoprim em animais varia, mas geralmente é de algumas horas.

Efeitos colaterais

O tratamento prolongado pode causar distúrbios gastrintestinais, como náusea e vômitos, que podem ser minimizados pela administração do produto junto com alimentos. Distúrbios do rim e das vias urinárias podem ocorrer após tratamentos muito prolongados com sulfonamidas.

Interações

Benzocaína

Efeito terapêutico diminuido das Sulfonamidas Ciclosporina

Efeito terapêutico diminuido da ciclosporina Fenitoína

Efeito terapêutico diminuido das Sulfonamidas Procaína

Efeito terapêutico diminuido das Sulfonamidas Tetracaína

Efeito terapêutico diminuido das Sulfonamidas

Recomendações

  • Agite antes do uso.
  • Obedecer as dosagens indicadas para o uso do produto.
  • Somente o médico veterinário está apto a fazer alterações nas dosagens recomendadas para o uso do produto.
  • É importante, durante o tratamento com sulfonamidas, o acompanhamento cuidadoso em animais portadores de sintomas indicativos de distúrbios renais.
  • A água deve estar prontamente disponível para os animais que estejam recebendo terapêutica sulfonamídica.

Informações para uso médico

Superdosagens acidentais podem ser revertidas com injeção intramuscular de ácido folínico.

Armazenamento

Conservar em local seco e fresco, em temperatura entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar intensa e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

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Informações oficiais

Responsável técnico: Dra. Sandra Barioni Toma - CRMV: SP 14.817