Bulário Clínico Inteligente

Ivermectan Pet

UCBVET Saúde Animal · Endectoparasiticida · receita simples

  • canino
  • oral

Indicações

Ivermectan® Pet é indicado para cães no tratamento da sarna causada pelo Sarcoptes scabiei, sarna causada pelo Demodex canis e infestações gastrointestinais por vermes como Ancylostoma sp, Toxocara canis e Trichuris sp.

Contraindicações

A ivermectina é contraindicada em filhotes com menos de 6 semanas de idade e em cães da raça Collie (Border Collie, Pastor de Shetland, Pastor Australiano, Whippet de pelo longo), pois estes apresentam risco aumentado de desenvolverem neurotoxicidade mesmo nas doses recomendadas. A ivermectina é ineficiente contra parasitas cetódeos e trematódeos, pois estes não utilizam o ácido gama-aminobutírico como neurotransmissor periférico.

Princípios ativos

Apresentações

Apresentação
3,0 mg, comprimido (30 un)
6,0 mg, comprimido (30 un)
12,0 mg, comprimido (18 un)

Farmacologia / Modo de ação

A ivermectina imobiliza os vermes induzindo uma paralisia da musculatura. A paralisia é mediada pela potencialização e/ou ativação direta dos canais de cloro sensíveis às avermectinas, controlados pelo glutamato. Esses canais estão presentes somente nos nervos e células musculares dos invertebrados e uma vez potencializados, acarretam aumento da permeabilidade da membrana celular aos íons cloreto, com hiperpolarização dos nervos ou células musculares, resultando na paralisia e em seguida na morte do parasita. As avermectinas podem também interagir com canais de cloro mediados por outros neurotransmissores como o ácido gama-aminobutírico (GABA). A atividade seletiva do medicamento contra os parasitas e sua segurança podem ser atribuídas ao fato de nos mamíferos, os canais iônicos mediados pelo GABA só estão presentes no cérebro, e a ivermectina não atravessa a barreira hematoencefálica em situações normais; além disso, os nervos e as células musculares dos mamíferos não apresentam canais de cloro controlados por glutamato.

A ivermectina é uma avermectina pertencente ao grupo das lactonas macrocíclicas. Após a administração oral as concentrações plasmáticas são diretamente proporcionais à dose. A concentração plasmática máxima é atingida em aproximadamente quatro ou seis horas após a administração da dose oral, com a meia vida plasmática de 36 horas. A metabolização da ivermectina é hepática e a maior concentração tissular (tecidos) é encontrada no fígado e no tecido adiposo. A ivermectina quando utilizada sob as dosagens recomendadas, não atravessa com facilidade a barreira hematoencefalica devido ao seu alto peso molecular e às glicoproteinas-P presentes no local, que atuam limitando o acesso do medicamento ao cerebro dos animais. Entretanto, existem relatos de neurotoxicidade em cães da raça collie, pelo fato de apresentarem mutação no gene responsável pela produção dessas glicoproteinas-P (VER CONTRAINDICAÇÕES). A ivermectina e/ou seus metabólitos são excretados quase exclusivamente nas fezes em um período estimado de 12 dias e menos de 1% da dose administrada é excretada na urina na forma conjugada ou inalterada.

Efeitos colaterais

  • Cães podem apresentar uma moderada reação, similar à hipersensibilidade, quando a ivermectina é usada em animais parasitados por microfilárias.
  • Esta reação provavelmente está associada à morte dos parasitas.
  • O animal ainda poderá apresentar depressão, hipotermia e vômito.
  • Nestes casos, suspender o tratamento e consultar o Médico Veterinário.
  • Os sinais clínicos de síndrome tóxica aguda incluem midríase (dilatação da pupila), depressão, tremores, ataxia (falta de coordenação motora), esturpor, emese (vomito), salivação e coma.
  • Animais q foram submetidos à superdosagem ou que apresentem sinais de intoxicação devem receber tratamento sintomático de suporte.
  • Recomenda-se o acompanhamento de um médico veterinário em casos de tratamento prolongado.

Interações

A ivermectina pode potencializar os efeitos dos benzodiazepínicos. O uso concomitante da ivermectina com inibidores da glicoproteína-P (cetoconazol, ciclosporina A, verapamil e tamoxifen) pode causar neurotoxicidade.

Recomendações

Remova da embalagem de alumínio (strip) apenas a quantidade de comprimidos necessária por dose. Retorne o strip, com os comprimidos restantes, à caixa para protegê-los.Os animais tratados devem ser observados por alguns minutos após a administração do produto para garantir que nenhuma parte do comprimido seja perdida.

Armazenamento

Conservar sempre o produto em sua embalagem original, fechada e em local seco, ao abrigo da luz e umidade. Não armazenar junto a produtos tóxicos.

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Informações oficiais

Responsável técnico: Dra. Thaís Marino Silva Girio – CRMV/SP 17.469