Você pede, está feito

Cronidor®

Agener União · Analgésico · receita controlada

Analgésico opioide oral à base de cloridrato de tramadol para cães e gatos, indicado para dor moderada a grave.

  • canino
  • oral
  • IM

Indicações

Cronidor é um analgésico opioide utilizado para o controle da dor moderada em cães e gatos adultos com mais de 1 ano de idade. É indicado principalmente no pós-operatório de procedimentos como a ovariohisterectomia (OVH), auxiliando na recuperação dos pacientes.

Cronidor 2% (injetável) deve ser utilizado especialmente nos períodos anterior e posterior à cirurgia, permitindo a diminuição da dose dos anestésicos usados e contribuindo para uma recuperação mais eficiente no pós-operatório imediato e tardio.

Posologia

Cronidor 12 mg / 40 mg / 80 mg: Cães: recomenda-se a dose de 2 mg/kg de peso vivo a cada 8 horas, por via oral, durante 4 dias. Gatos: recomenda-se a dose de 2 mg/kg de peso vivo a cada 8 horas, por via oral, durante 4 dias.

Cronidos 2% (injetável): Cães: recomenda-se a dose de 2 mg/kg de peso vivo (1 mL do produto para cada 10 kg) a cada 6 horas, por via intramuscular, durante 4 dias ou a critério do médico veterinário. Gatos: recomenda-se a dose de 2 mg/kg de peso vivo (1 mL do produto para cada 10 kg) a cada 8 horas, por via intramuscular, durante 4 dias ou a critério do médico veterinário.

Contraindicações

O produto é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao tramadol e a qualquer componente da fórmula.

Princípios ativos

Apresentações

Apresentação
12 mg, comprimido (10 un)
40 mg, comprimido (10 un)
80 mg, comprimido (10 un)
2%, frasco-ampola (20 mL)

Baixar bula oficial (PDF)

Restrições de idade/peso

O produto não é indicado em fêmeas prenhes devido à escassez de estudos de segurança com o tramadol nesta fase de vida das cadelas e gatas. Utilizar durante a prenhez somente com indicação e acompanhamento veterinário. A administração antes ou durante o trabalho de parto não afeta a contratilidade uterina. Deve-se considerar que pequena quantidade do fármaco e de seus metabólitos são encontrados no leite materno. Geralmente, não há a necessidade de se interromper a amamentação após administração única do produto.

Composição

Cada comprimido de 12 mg contém: Cloridrato de tramadol 12 mg Excipiente q.s.p. 120 mg

Cada comprimido de 40 mg contém: Cloridrato de tramadol 40 mg Excipiente q.s.p 400 mg

Cada comprimido de 80 mg contém: Cloridrato de tramadol 80 mg Excipiente q.s.p 800 mg

Cronidor Injetável - Cada 100 mL contém: Cloridrato de tramadol - 2 g Veículo q.s.p 100 mL

Farmacologia / Modo de ação

O cloridrato de tramadol é um agente analgésico opioide de ação central. Trata-se de um agonista puro com seletividade para os receptores opioides µ (mi), ligando-se fracamente aos receptores δ (delta) e κ (kappa). O fármaco bloqueia os impulsos dolorosos da medula espinhal por meio de mecanismo de ação misto, inibindo ainda a recaptação da norepinefrina e serotonina. Atua da mesma forma que as endorfinas e as encefalinas, ativando os receptores nas células nervosas e reduzindo a dor. Ao contrário de outros agentes opioides, em doses terapêuticas, o tramadol não produz alterações clínicas significativas, como liberação da histamina, depressão respiratória, bradicardia ou hipotensão.

Atua como agonista de receptores opioides µ (mi) além de modificar a transmissão de impulsos da dor inibindo a recaptação de norepinefrina e serotonina

O fármaco é rapidamente e mais de 90% absorvido por via oral, apresentando alta afinidade pelos tecidos e baixo índice de ligação as proteínas plasmáticas (cerca de 20%). O início da ação ocorre aproximadamente em 1h após a administração. A biotransformação hepática ocorre principalmente através da N- e O-desmetilação e conjugação dos produtos da O-desmetilação com ácido glicurônico. De todos os metabólitos produzidos, somente o O-desmetil tramadol é farmacologicamente ativo, com afinidade 4 a 6 vezes maior para receptores opioides µ do que o composto padrão, contribuindo para o efeito analgésico. A relação entre concentração sérica e efeito analgésico é dose-dependente. A analgesia é comparável a morfina em doses equipotentes. O tramadol e seus metabólitos são excretados primariamente pela via renal (90%) e o remanescente pelas fezes (10%).

Efeitos colaterais

  • Podem ser observados em animais com maior sensibilidade individual ao tramadol sintomas como náuseas, vômito, redução da secreção salivar, sonolência, excitação e tontura.
  • Embora de incidência rara, também há relatos de constipação.
  • Em gatos, a ocorrência de midríase (dilatação pupilar) é bastante comum.
  • O risco de dependência física com o uso prolongado do produto em animais é baixo.
  • Nos pacientes submetidos ao tratamento da dor no período pós-operatório esse risco é mínimo, pois o período de exposição do paciente ao fármaco é curto.

Interações

  • O produto deve ser utilizado com cautela em animais tratados com inibidores da enzima monoamino-oxidase (selegilina, amitraz), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, clomipramina, nortriptilina), inibidores da recaptação da serotonina (fluoxetina, paroxetina, citalopram), agentes alfa-2 agonistas (detomidina, medetomidina, dexmedetomidina, xilazina), neurolépticos ou com drogas que reduzam o limiar para convulsões.
  • Nestes casos, recomenda-se acompanhamento indispensável do médico veterinário.
  • Os depressores do sistema nervoso central têm seus efeitos potencializados pelo cloridrato de tramadol.
  • A ondansetrona, um antagonista seletivo da serotonina, pode reduzir a eficácia analgésica do tramadol.

Precauções

  • Usar com cautela em pacientes com insuficiência renal ou hepática
  • Administração prolongada pode levar à dependência
  • Não administrar em animais com convulsões ou epilepsia
  • Cautela em pacientes gestantes, lactantes, idosos ou debilitados
  • Não administrar em animais com histórico de reações adversas a opioides
  • Não exceder a dose recomendada
  • Manter fora do alcance de crianças e animais domésticos

Informações para uso médico

Em doses elevadas, o tramadol apresenta efeito anticolinérgico, podendo causar diminuição da secreção salivar, midríase, nível reduzido de consciência ou excitação, depressão respiratória, convulsões, além de possíveis alterações cardiovasculares, como leve taquicardia ou bradicardia e hipertensão. Estes efeitos podem ser suprimidos pela administração de um antagonista de opioides (naloxona), administrado em associação a ioimbina, para a inibição completa dos sintomas. Além disso, devem ser empregadas medidas de cuidados intensivos, tais como intubação e ventilação assistida. Nos casos de convulsões, considerar a administração de benzodiazepínicos. Podem também ser necessárias medidas para se evitar a queda de temperatura e a depleção de líquidos. A indução ao vômito pode ser útil logo após a ingestão oral. Lavagem gástrica pode ser empregada para diminuir a absorção do tramadol.

Armazenamento

Conservar em local seco, à temperatura ambiente (15°C a 30°C), ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

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Informações oficiais

Responsável técnico: Vânia N. A. de Carvalho - CRF-SP nº32.871 Fonte: bula oficial (PDF)